ATUALIZAÇÕES DO MERCADO

Novidades do marketing digital

O que muda no Google, no Meta e na IA aplicada a vendas, traduzido para o impacto no seu negócio. Atualizado conforme o mercado se mexe.

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O que a NGP considera mais importante para quem anuncia agora.

Meta

Meta vai tirar a exclusão de posicionamento do conjunto de anúncios

O Gerenciador de Anúncios começou a mostrar um aviso dentro da seção de Posicionamentos: “a exclusão de posicionamentos, plataformas, dispositivos e sistemas operacionais não estará mais disponível para seus conjuntos de anúncios”. O aviso está em contas brasileiras agora, sem data de corte. A documentação da Meta diz que o recurso está sendo liberado aos poucos e que nem todo mundo já vê.

Hoje, no conjunto, dá para desmarcar Reels, Stories, Marketplace, coluna da direita, Audience Network, Android ou iPhone, um a um. É assim desde sempre, e é o que muita conta usa para segurar entrega onde o criativo funciona.

No lugar entram três caminhos, segundo o próprio aviso: subir ou baixar lance por posicionamento em Regras de valor de posicionamento, personalizar o criativo por posicionamento em Criativo do anúncio, e gerenciar exclusões em Controles da conta. Repare na troca: o que era decisão por campanha vira ajuste de lance ou configuração que vale para a conta inteira. A documentação lista, nos controles de conta, exclusões de Audience Network, Marketplace e coluna da direita do Facebook, um conjunto menor que o do nível do conjunto de anúncios.

A Meta defende a mudança com número próprio: conjuntos usando posicionamentos Advantage+ tiveram CPA 11,7% menor em média que conjuntos com posicionamento manual. É experimento com orçamento controlado em 147 mil campanhas, entre 30 de agosto e 7 de setembro de 2025. Dado oficial, medido pela empresa sobre o próprio produto.

Direto no caixa

Tem uma pegadinha de ordem. A documentação avisa que, ao configurar controles no nível da conta, a entrega de campanhas ativas com regra menos restritiva é redefinida pela nova configuração da conta. Mexer nisso com campanha rodando pode reiniciar aprendizado. Melhor decidir e configurar agora, com calma, do que no dia em que o botão do conjunto sumir.

E o efeito prático que chega antes de qualquer configuração: sem poder tirar o Reels, o criativo quadrado do feed vai rodar no Reels do mesmo jeito. Quem tem uma peça só por campanha passa a pagar para exibir anúncio cortado. O detalhamento do que fazer está em o que muda quando você não pode mais escolher onde o anúncio aparece.

Google Ads

Google muda os lances de campanha limitada por orçamento, e o CPA sobe sozinho

Entrou em vigor hoje: campanha marcada como “Limitada por orçamento” que usa CPA alvo ou ROAS alvo e vinha entregando abaixo da meta passa a entregar na meta. O exemplo é da própria documentação do Google: uma meta de CPA de US$ 10 que estava entregando a US$ 5 vai subir rumo aos US$ 10. Vale para Search, Shopping, PMax, Demand Gen e Travel. CPC manual, parcela de impressão e CPM alvo ficam de fora.

Não há opt-out, e a ferramenta de ajuste que o Google disponibilizou esteve no ar de 6 de julho até hoje. O detalhe que faz isso importar para negócio pequeno: “limitada por orçamento” é o estado normal de conta com verba curta, não uma exceção.

O que fazer agora: levantar as campanhas limitadas por orçamento cujo CPA real esteja bem abaixo da meta configurada, e baixar a meta para o custo que a conta já vinha entregando, ou trocar para Maximizar Conversões. Sem isso, o custo por aquisição sobe sem ninguém ter mexido na campanha, e a leitura vira suspeita de erro de gestão.

Vyral

Ferramenta estima que o TikTok Shop Brasil dobrou o GMV diário em junho

A Vyral, empresa brasileira que monitora vendas do TikTok Shop, divulgou em publicação nas redes que junho de 2026 teve o maior GMV diário da história do TikTok Shop no Brasil: a média teria saído de R$ 8,2 milhões para R$ 16,7 milhões por dia em trinta dias. No mesmo material, a empresa aponta que os 500 criadores de maior faturamento postaram 4,2 vídeos por semana contra uma média geral de 6,8, e que lives de 2 a 3 horas converteram 37% mais do que lives acima de 6 horas, com o pico de vendas nos primeiros 90 minutos.

Antes de repassar, fomos atrás da origem dos números, e é aí que a notícia fica mais interessante que a manchete.

A publicação afirma que são “dados oficiais TikTok Shop Brasil”. O site da própria Vyral descreve o GMV que ela exibe como estimado, e não informa como os dados são coletados. Não há menção a API oficial, parceria de dados ou metodologia. Procuramos divulgação oficial do TikTok sobre esses números e não localizamos nenhuma. Isso não significa que ela não exista, significa que não achamos, e que o número segue sem confirmação de quem seria a fonte.

Nada disso diz que os valores estão errados. Estimativa de painel é um instrumento legítimo, e várias empresas de dados de e-commerce trabalham assim. O ponto é o rótulo: estimativa de uma empresa privada e dado oficial de plataforma são coisas diferentes, e a diferença some quando o material circula.

Direto no caixa

Se você vende produto físico e está avaliando entrar no TikTok Shop, o número do GMV não é o que deveria pesar na decisão, porque você não consegue auditá-lo. Os dois pontos comportamentais são mais úteis, mesmo sendo estimativa da mesma fonte, porque você consegue testar por conta própria com custo baixo:

Live curta batendo live longa é testável em duas semanas. Se o pico está mesmo nos primeiros 90 minutos, uma live de 2 horas bem preparada rende mais por hora de equipe que uma maratona de 6. Rode as duas e compare a sua própria conversão.

Postar menos e escolher melhor também é testável. A leitura de que os maiores vendedores publicam menos vídeos aponta para seleção de produto e gancho, não para volume. Vale como hipótese a testar, não como regra.

E vale a régua geral: número de mercado que chega pelo Instagram, sem link para a fonte primária, entra como indício. Já publicamos uma correção neste blog por ter repassado uma informação sobre o TikTok Shop que veio por esse mesmo caminho. Preferimos dizer de onde veio o dado, inclusive quando isso enfraquece a manchete.

OpenAI

ChatGPT Ads liberado no Brasil: empresas brasileiras já podem comprar mídia

Os anúncios do ChatGPT começaram a aparecer para usuários brasileiros em 4 de agosto, e no dia 6 a OpenAI abriu o painel de compra para empresas do país. É self-serve, em ads.openai.com, sem convite nem lista de espera. O Brasil é o oitavo mercado a receber a plataforma.

Dois pontos que a cobertura deixou passar: existe sim gasto mínimo, de R$ 40 por dia por campanha, e a segmentação geográfica no Brasil só chega ao nível de país. Estado, cidade e CEP existem apenas para outros sete mercados. Saúde, finanças e serviços jurídicos estão proibidos por política.

Destrinchamos o painel por dentro, com pixel, os 13 eventos de conversão e o prazo de 17 de agosto que muda a coleta de dados: ChatGPT Ads no Brasil, o guia completo.

Comissão Europeia

Europa passa a exigir rótulo em conteúdo de IA, e no Brasil a regra eleitoral já vale

Entraram em vigor em 2 de agosto as regras de transparência do AI Act europeu (artigo 50). Deepfake precisa de rótulo visível, chatbot precisa se identificar no primeiro contato, e texto de IA sobre assunto de interesse público publicado sem revisão humana também exige aviso. A multa vai a 15 milhões de euros ou 3% do faturamento mundial, o que for maior, e alcança tanto quem fornece a IA quanto quem a usa profissionalmente. Duas correções ao que circulou por aí: não é o DSA, é o AI Act; e conteúdo artístico ou satírico não está isento, só pode divulgar de forma mais discreta.

Para quem anuncia no Brasil, isso não pega: a lei europeia só alcança conteúdo veiculado na União Europeia. Mas a pergunta “e aqui?” tem resposta, e ela já está valendo. A Resolução TSE 23.755, de março de 2026, obriga informar de forma destacada quando uma peça de propaganda eleitoral foi feita por IA, proíbe deepfake de candidato sob risco de cassação e veda publicar conteúdo sintético com imagem ou voz de candidato nas 72 horas antes da eleição, mesmo rotulado. Fora de eleição não há lei de rotulagem no Brasil, e o marco legal da IA (PL 2338) não foi votado na Câmara. O que segue valendo para qualquer anúncio é o artigo 37 do Código de Defesa do Consumidor: imagem de IA que faz o cliente acreditar num resultado que não existe é publicidade enganosa, com ou sem lei nova.

Google

Gemini Spark chega ao Brasil: o agente do Google que trabalha com o computador desligado

O Google liberou o Gemini Spark no Brasil em 31 de julho. É um agente que roda em máquina virtual na nuvem, então continua executando com o notebook fechado ou o celular bloqueado. Você conecta Gmail, Documentos, Planilhas e Agenda, define uma tarefa e um gatilho de horário, e ele trabalha sozinho. As conexões vêm desligadas por padrão, e ele pede confirmação antes de enviar e-mail ou gastar dinheiro. Preço: R$ 96,99 no plano AI Pro, R$ 779,90 no Ultra.

Antes de assinar, dois pontos que o anúncio não conta. “24 horas por dia” é linguagem de marketing: há teto de 15 tarefas simultâneas. E quem testou a fundo achou boa parte das funções redundante com o que o Gemini comum já fazia, com falhas em tarefas fora do ecossistema Google, como carrinho de compras e navegação em loja. Vale testar no plano Pro antes de decidir, e medir uma tarefa que você já faz na mão hoje.

ANPD

Verificação de idade: o ECA Digital já vale no Brasil, e a Austrália mostra o tamanho da dificuldade

O ECA Digital (Lei 15.211/2025) está em vigor no Brasil desde 17 de março. Não é proibição de acesso: exige mecanismo confiável e auditável de verificação de idade, ou seja, a tela de “clique aqui se você tem 18 anos” deixou de ser suficiente. Conta de usuário até 16 anos passa a ser vinculada à do responsável, privacidade máxima vira configuração padrão e a multa chega a 10% do faturamento no Brasil, limitada a R$ 50 milhões por infração. A ANPD dividiu a fiscalização em fases, com aferição de idade sendo cobrada de fato a partir de janeiro de 2027.

A Austrália, que foi mais longe e proibiu o acesso de menores de 16 anos desde dezembro de 2025, mostra o tamanho do desafio de execução. Avaliação do eSafety Commissioner divulgada em 30 de julho, com 803 crianças entre 10 e 15 anos, mostrou o uso caindo de 85,9% para 81,5% e a posse de conta de 52% para 42%. Mais da metade disse que nenhuma verificação foi pedida. Há um projeto para dobrar a multa das plataformas, de AUD 49,5 milhões para AUD 99 milhões, aprovado na Câmara em 1º de julho e ainda sem confirmação no Senado. Para quem anuncia, o que interessa não é a proibição em si: é que verificação de idade mais dura muda a base de usuários disponível e a precisão da segmentação por faixa etária.

TikTok

TikTok atualiza Smart+, Symphony e GMV Max no TikTok World 2026

No TikTok World 2026, o TikTok anunciou três atualizações relevantes para quem gerencia conta: o Smart+ ganhou “Auto Selection” (a IA decide sozinha o melhor mix de criativo e catálogo) com mais controle manual para quem preferir; o Symphony passou a gerar imagem e vídeo via Dreamina Seedance 2.0, com avatares dublados em mais de 30 idiomas; e o GMV Max (usado no TikTok Shop) passou a considerar custo de afiliado, desconto e imposto na otimização, mirando lucro real em vez de ROAS bruto.

Direto no caixa do cliente de e-commerce: o GMV Max otimizando por lucratividade muda a forma de reportar resultado — vale já ajustar dashboard para separar ROAS de margem real.

OpenAI

OpenAI abre anúncios self-serve dentro do ChatGPT

A OpenAI lançou um gerenciador de anúncios self-serve dentro do ChatGPT, acabando com a exigência de gasto mínimo de cerca de US$ 50 mil que existia na fase piloto. Os anúncios aparecem como blocos “patrocinado” claramente identificados, abaixo das respostas, só nos planos Free e Go. Quem paga Plus, Team ou Enterprise não vê anúncio. A segmentação é por contexto da conversa, não por palavra-chave como no Google Ads.

É um canal de mídia paga novo, ainda sem leilão saturado. Vale testar cedo em cliente de ticket mais alto antes que o CPM suba com a entrada de mais anunciantes — mas ainda não há case brasileiro público, então é aposta calculada, não certeza de resultado.

Meta

Meta lança modelo de imagem próprio e leva ele para o Advantage+ Creative

A Meta lançou o Muse Image, seu primeiro modelo de geração de imagem construído inteiramente in-house, encerrando a dependência de parceiros como Midjourney e Black Forest Labs. Já está ativo no Meta AI, nos Stories do Instagram e no WhatsApp; a chegada ao Advantage+ Creative — a ferramenta que gera variações automáticas de criativo dentro do próprio anúncio — está em rollout progressivo neste terceiro trimestre.

Quando ativar na conta do cliente, muda o estilo e a qualidade das variações automáticas de imagem. Vale monitorar a liberação para não ser pego de surpresa com criativo fora do padrão da marca.

Google

Anúncios agora aparecem dentro das respostas de IA da Busca

Com a Busca virando conversa, o Google levou os anúncios pra dentro dela. Os Conversational Discovery ads usam o Gemini pra montar um criativo sob medida pra busca específica da pessoa, ao lado de uma explicação escrita pela própria IA, tudo marcado como “Patrocinado”. Um formato parecido, os Highlighted Answers, faz anúncios de qualidade aparecerem dentro das respostas em lista do AI Mode.

Ou seja: o espaço de anúncio agora vive dentro da resposta de IA, não só acima dos resultados.

Pra quem anuncia, abre um inventário novo de aparição. Pra quem só fazia orgânico, é mais um lembrete de que a primeira tela da busca está cada vez mais disputada, entre resposta de IA e anúncio nativo.

Google

Ask Advisor: um assistente de IA único para Google Ads, Analytics e Merchant Center

Outro lançamento do Google Marketing Live 2026 foi o Ask Advisor, construído com o Gemini. Ele conecta Google Ads, Google Analytics, Merchant Center e a plataforma de marketing numa conversa só, e mantém memória das suas metas enquanto você pula de uma tarefa pra outra.

Por enquanto está em fase beta, só para contas em inglês, com liberação mais ampla ao longo do ano.

A direção do Google ficou clara no evento: o Gemini deixou de ser uma funcionalidade opcional e virou a base da plataforma de anúncios. Quem anuncia vai operar cada vez mais conversando com a ferramenta, não clicando em menu.

Google

Asset Studio cria imagem e vídeo de anúncio a partir de um texto

O Asset Studio, dentro do Google Ads, foi atualizado com geração de criativo via Gemini. Dá pra usar comando em linguagem natural pra gerar imagem e vídeo direto a partir das diretrizes da sua marca. O modelo por trás, o Gemini Omni Flash, recebe qualquer entrada e devolve qualquer saída: texto vira vídeo, imagem vira copy, briefing vira campanha.

Pra quem anuncia, isso baixa muito a barreira de produzir criativo. Mas baixa pra todo mundo ao mesmo tempo. A vantagem deixa de estar em “ter criativo” e passa a estar em ter a melhor oferta, o melhor ângulo e o melhor processo de teste. Volume de criativo vira commodity. Estratégia, não.

Google

Google Ads agora conversa com o lead dentro do anúncio

No Google Marketing Live 2026, o Google apresentou o Business Agent for Leads. No lugar do formulário estático de captação, entra um agente de IA treinado com o conteúdo do seu site, que conversa com a pessoa dentro do próprio anúncio. Em vez de preencher um formulário, o lead clica em “conversar” e tira dúvidas na hora.

O Google está testando o formato em educação, automóveis e imóveis. Na prática, a qualificação do lead começa antes do clique, não depois.

O que isso muda pra você: o agente fala em nome da sua empresa baseado no que está no seu site. Site raso ou desatualizado vira conversa ruim, e o lead esfria antes de chegar no time comercial.

Google I/O

A Busca do Google foi redesenhada com IA (o maior update em 25 anos)

No Google I/O 2026, o Google anunciou o maior redesenho da caixa de busca em mais de 25 anos, agora construído com IA. A Busca passa a montar a resposta na hora, no formato que faz sentido pra pergunta, com layout, tabela, gráfico ou simulação gerados ali mesmo.

Junto, o AI Mode passou de 1 bilhão de usuários por mês, e o volume de buscas nesse modo mais que dobra a cada trimestre desde o lançamento.

Pra quem depende de tráfego orgânico, o recado é direto: a busca está deixando de ser uma lista de links azuis. Cada vez mais gente recebe a resposta montada por IA sem clicar em ninguém. Aparecer nessa resposta exige conteúdo com autoridade real e que responde de fato à intenção de quem buscou.

Meta

Meta abriu o gerenciador de anúncios para Claude e ChatGPT

A Meta lançou os AI Connectors, uma integração oficial que liga o gerenciador de anúncios a assistentes de IA como Claude, ChatGPT e Perplexity, usando o protocolo MCP. Dá pra criar, otimizar e analisar campanhas no Facebook e Instagram com comando em linguagem natural. E tem acesso de escrita desde o primeiro dia, não só leitura de relatório.

Toda vez que uma plataforma abre o capô pra automação, quem entende e se mexe rápido sai na frente por um tempo. Esse é o momento da janela.

Escrevemos um artigo destrinchando o que dá pra fazer, os riscos e por que isso é vantagem competitiva: Meta abriu o gerenciador de anúncios para Claude e ChatGPT.

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